sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Repositórios de Recursos Educacionais Abertos




UC de Materiais e Recursos para e-Learning - Mpel8
Professora Ana Nobre


O objetivo desta postagem é apresentar 3 repositórios de Recursos Educacionais Abertos, conhecidos também como REA.
Inicialmente vamos resgatar o conceito do termo REA, a fim de balizar a análise dos leitores acerca do objetivo comum dessas poderosas ferramentas de ensino e aprendizagem.
O termo REA foi criado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), no fórum sobre softwares didáticos abertos, realizado em 2002, e apresenta a seguinte definição:
                         "(...) materiais de ensino, aprendizagem e investigação em quaisquer suportes, digitais ou outros, que se situem no domínio público ou que tenham sido divulgados sob licença aberta que permite acesso, uso, adaptação e redistribuição gratuitos por terceiros, mediante nenhuma restrição ou poucas restrições. " [1]
Os REA cumprem o valoroso papel de socializar recursos didáticos digitais, que podem ser usados por professores em qualquer parte do mundo, desde que passado pelo crivo de pertinência e usabilidade adequada para o fim a que se destina.
Como trabalho com Educação Profissional selecionei 3 repositórios que apresentam recursos bastante úteis para a formação técnica de nível médio, como é designada no Brasil.

1. PhET - Interactive Simulations

Projeto fundado em 2012 e capitaneado pelo Nobel em Física Carl Wieman, na Universidade do Colorado, inicialmente desenvolveu recursos apenas para o estudo da física, com o tempo ampliado para outras áreas das ciências. O próprio termo PhET faz referência a "Física" e "Tecnologia".
Atualmente o PhET apresenta simuladores para as áreas de Química, Física, Biologia, Ciências da Terra e Matemática; tendo alcançado a marca de 275 milhões de simulações distribuídas, cumprindo assim o seu objetivo primeiro, de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino de ciências, baseado no fato de que através de práticas e demostrações os conteúdos teóricos, muitas vezes rotulados pelos alunos como "complicados", poderiam ser facilmente absorvidos.
Na educação profissional, as simulações do PhET podem ser usadas como complementos nas aulas, fundamentando a construção e alguma competência, como, por exemplo, a propagação das ondas sonoras para o estudo do ruído em um curso técnico em Segurança do Trabalho.
Atualmente os simuladores encontram-se traduzidos em mais de 60 idiomas, além de contemplar uma forma simples de efetuar a tradução, em Java ou em Flash.
As licenças permitem o uso, compartilhamento e adaptação, desde que atribuindo o crédito e para uso não comercial.
Vamos conhecer um pouco mais através deste vídeo:



2. Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin | USP 

Resultado da doação para a USP de toda coleção brasiliana, pela família do bibliófilo José Midlin e sua esposa Guita, amorosamente construída por mais de 80 anos, detêm um acervo de 32,2 mil títulos, dos quais foram digitalizados e disponibilizados para a população, através de meio digital, 3.802 itens, entre livros, manuscritos, mapas periódicos e imagens de valor histórico e cultural incalculável.
O site da Biblioteca Brasiliana da USP disponibiliza um formato digital, através de uma navegação simples e amigável, raridades que o professor pode filtrar a pesquisa por título, autor, assunto ou ano da publicação. 
A ação de digitalizar o acervo atende a dois nobres objetivos: disponibilizar para todo o mundo o acesso a uma parcela importante da história de nosso país e assegurar a sua perenidade, protegendo o acervo das agressões existentes no meio ambiente.
Partilhamos um vídeo que nos mostra como funciona a digitalização de uma biblioteca de raridades.



3. Educopedia

Plataforma online da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro, a Educopedia é um rico repositório de aulas digitais, cuidadosamente elaboradas e ricas de objetos de aprendizagem que tornam as mesmas interativas, dinâmicas e bastante motivadoras para os alunos do 1º ao 9º ano.
Experimentamos a aula digital nº 24, da seção “Grandes Obras”, para o 9º ano, cujo título é “Navio Negreiro e outros Poemas”, que trata de forma dinâmica a abordagem poética do abolicionista Castro Alves. Em forma de slides utilizando o software powerpoint, o plano de aula é minuciosamente detalhado e enriquecido com hiperlinks que direcionam o aluno para os objetos de aprendizagem pertinentes ao estudo.




[1] http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CI/WPFD2009/Portuguese_Declaration.html


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Materiais e Recursos para e-Learning | Bibliografia Anotada






UC de Materiais e Recursos para e-Learning
Professora Ana Nobre
Mestranda: Andréa César Pedrosa da Silva – nº estudante 1400271


1. Silva, R. S. (2011). Objetos de Aprendizagem para Educação a Distância, Recursos Educacionais Abertos para Ambientes Virtuais de Aprendizagem.  São Paulo: Novatec Editora.
Descrição
Neste livro, Robson Santos da Silva busca lançar luzes sobre as dificuldades existentes para a utilização efetiva dos recursos educacionais abertos, seja no ciclo de produção ou de compartilhamento, com ênfase nos recursos digitais constituídos sob a forma de Objetos de Aprendizagem (OAs), com suas características de acessibilidade, reutilização, durabilidade e interoperabilidade. O livro apresenta também opções de softwares gratuitos com interfaces amigáveis para produção de OAs por profissionais que não dominem linguagens especiais de programação, além de esclarecer sobre o processo de licenciamento destes objetos de aprendizagem em repositórios de Recursos Educacionais Abertos.
Avaliação
É de grande relevância para os profissionais que atuam na Educação a Distância conhecerem as características e especificidades dos OAs, do ponto de vista pedagógico e também técnico, com os respectivos protocolos e padrões de empacotamento digital nos ambientes virtuais de aprendizagem ou repositórios de Recursos Educacionais Abertos.  São conhecimentos básicos e indispensáveis para a boa utilização destes recursos, tão importantes para o ensino e aprendizagem a distância.

2. Amiel, T., Orey, M., West, R. (2011). Recursos Educacionais Abertos (REA): modelos para localização e adaptação. ETD – Educação Temática Digital publicação científica eletrônica da Faculdade de Educação da UNICAMP, v.12, n.esp., p.112-125. Recuperado em 22 de novembro, 2015, de http://periodicos.bc.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/1206/1221
Descrição
Os autores examinam neste artigo a expansão do número de repositórios e bibliotecas virtuais, que visam facilitar o acesso a variados recursos para usuários de todo mundo, e a consequente necessidade de adaptação para cada localidade, a fim de que não ocorram choques culturais. Partindo do pressuposto de que é impossível remover a cultura de um recurso educacional, o artigo apresenta razões e estratégias para que as questõ6es culturais sejam elencadas no processo de design de objetos de aprendizagem.
Avaliação
Compreender as características fundamentais dos REA, que permitem o reuso, a remixagem, a revisão e a replicação, é o ponto de partida para possibilitar ao usuário a análise crítica e pensar alternativas relativas a adaptação a culturas e nacionalidades distintas, conhecida como ‘localização’ pelos designers de software. Dentre os três modelos para adaptação apresentados pelos autores, que partem do Recurso Educacional (RE) tradicional, que depende do design, o leitor conhece os Recursos Educacionais com Saliências Culturais (RESC), que oferecem suportes para explicar os elementos culturais aos usuários e replicadores; os n-Culturas, cuja equipe de desenvolvedores agrega representantes das culturas em cujo OA será aplicado; e, o Recursos Educacionais  com Adaptações Culturais (REAC), extremamente flexível e que pode conferir ao desenvolvedor e usuário uma maior granularidade, aumentando bastante o reuso, por culturas diferentes, cumprindo adequadamente o papel social de um RE digital.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Proposta de um curso online






Relatório Final
UCs de Processos Pedagógicos em e-Learning (PPeL) e Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)

Parte I – Descrição  geral

   I.            Nome do Curso
Prevenção de Acidentes para Membros da CIPA

 II.            Sinopse do Curso
O curso de Prevenção de Acidentes para Membros da CIPA  (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), está previsto pela legislação trabalhista brasileira, em seu capítulo destinado a segurança e saúde do trabalhador (Portaria MTE 3214/78).
Visa capacitar os participantes a atuarem na CIPA, em suas respectivas empresas, apropriando-se das ferramentas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

III.            Destinatários
Membros da CIPA de instituições públicas ou privada, eleitos e indicados, em conformidade com a Norma Regulamentadora nº 05 do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil.

IV.            Duração do Curso e sua justificação
2 semanas, 20 horas

 V.            Modalidade do Curso
A distância, em ambiente online (e-Learning).
Justificação: A modalidade a distância ira otimizar tempo e recursos corporativos para o treinamento dos empregados que compõem a CIPA, além de neutralizar variáveis limitadoras para a realização do referido treinamento, quando as instituições encontrarem-se distantes geograficamente dos centros urbanos que possuem larga oferta do mesmo treinamento, exclusivamente em formato presencial.

  VI.            Ambiente
O curso será desenvolvido em regime online, sendo hospedado na plataforma Moodle.

  VII.            Objetivos
Geral:
o   Ofertar em formato virtual o conteúdo que visa atender a Norma Regulamentadora nº 5 (NR-05) do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil (Portaria 3214/78), no que concerne a capacitação dos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
Específicos:
Ao final do curso, os alunos deverão as seguintes competências:
o   Conhecer a legislação regulamentadora da CIPA
o   Reconhecer os riscos ocupacionais
o   Aplicar medidas de prevenção e controle contra os riscos ocupacionais
o   Assegurar o cumprimento das rotinas e eventos regulamentados pela NR-05
VIII.            Abordagem pedagógica
Segundo Anderson e Dron (2012), o determinismo tecnológico e o pedagógico estão “entrelaçados em uma dança: a tecnologia marca o ritmo e cria a música, enquanto a pedagogia define os movimentos”.
Partindo dessa reflexão, trabalhar um conteúdo claramente delimitado por uma legislação, com aplicação técnica no ambiente laboral é desafiador, principalmente na desconstrução do paradigma cultural de ser um curso essencialmente presencial.
A apropriação de técnicas que devem ser replicadas no dia a dia de trabalho, terão uma abordagem predominantemente cognitivo-behaviorista, pois será necessário avaliar as habilidades específicas.
A necessidade de atuar na conscientização dos pares, a partir do uso da comunicação, possibilitará uma abordagem cognitivo-construtivista, que será estimulada através da aprendizagem colaborativa.
Durante toda formação, princípios conectivistas serão aplicados nas conexões em redes e utilização da web para aprofundamento e pesquisas complementares.

IX.            Nº de Formandos e sua justificação
O número de formandos será determinado pelo dimensionamento da CIPA, previsto na NR-05 (Figura 01, vide Anexos).


 X.            Nº de Módulos/Tópicos e sua justificação
o   1º Módulo | Análise de Riscos Ocupacionais | 3 horas:
A primeira etapa terá como objetivo tornar o participante capaz de identificar os riscos em seu ambiente de trabalho.
o   2º Módulo | Prevenção de Riscos Ocupacionais | 4 horas:
Na segunda etapa, o participante irá se apropriar das técnicas e ferramentas usadas no ambiente de trabalho para a prevenção dos riscos ocupacionais.
o   3º Módulo | Estudo da NR-05 | 3 horas:
Última etapa do curso, onde o participante conhecerá as determinações da norma regulamentadora que dispõe sobre o funcionamento das comissões internas de prevenção de acidentes, as atribuições dos membros e atividades que devem ser desempenhadas.

 XI.            Tutoria
A equipe de tutoria será capacitada a aplicar o modelo de e-moderating, concebido por Gilly Salmon, com as seguintes etapas:
  1. Acesso e motivação: Liberar o ambiente aos participantes, com as informações acerca do curso e estímulo a motivação, através de apoio técnico e auxílio aos alunos para o uso da plataforma e tecnologias.
  2. Socialização: estimular a socialização, através de lançamentos de tópicos nos fóruns, pertinentes aso conteúdos estudados.
  3. Partilha de informações: o tutor deverá guiar as atividades dos participantes, sempre compartilhando informações e sendo solícito às questões apresentadas.
  4. Construção do conhecimento: estimular o “aprender junto” e sempre relacionar a teoria com a aplicação prática.
  5. Desenvolvimento pessoal: estimular o pensamento crítico e a conscientização acerca das competências construídas.

Parte II- Plano do Módulo escolhido e sua justificação pedagógica [PPeL] e dos AVA

1.       Anexos(caso seja adequado)
Figura 01


Quadro de Dimensionamento da CIPA


Parte III- Mapa do Módulo


Referências

Anderson, T., Dron, J. (2012). Três Gerações de Pedagogia de Educação a Distância, in EaD em Foco, Revista Científica em Educação a Distância, nº 02. Rio de Janeiro: Fundação Cecierj. Acesso em 23/02/2015 em http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/viewFile/162/33




domingo, 17 de maio de 2015

Ferramentas da Web 2.0 e contributos nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem


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UNIVERSIDADE ABERTA DE PORTUGAL – UAB
MESTRADO EM PEDAGOGIA DO E-LEARNING
AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM
COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. LINA MORGADO



Desafios enfrentados por formadores e professores em relação aos Ambientes Virtuais existentes e emergentes: algumas reflexões!



Andréa César Pedrosa - 1400271
Leideana Galvão Bacurau de Farias - 1400485





Portugal, Lisboa
Maio de 2015

Desafios enfrentados por formadores e professores em relação aos Ambientes Virtuais existentes e emergentes: algumas reflexões!

Andréa César Pedrosa
Leideana Galvão Bacurau de Farias
Universidade Aberta de Portugal

A informática está a tornar-se um serviço basilar, na mesma linha em que o são a electricidade ou a água. Estar acessível seja onde e quando for, por via das tecnologias sem fios, é já uma premência dos nossos tempos.
(Moura, 2008, p.121).

Resumo
Este trabalho denota a importância do professor ou formador apropriar-se das ferramentas e serviços disponibilizadas na Web 2.0 e que muito podem colaborar para uma atuação profissional mais profícua e um aprendizado mais envolvente, participativo. Destaca que neste contexto atual todos são produtores, leitores, sujeitos e agentes do processo estando aptos a operarem a informação e o conhecimento, pondo-se em sintonia com as novas formas de informar e de se comunicar deste mundo global e em rede. Promove o estudo das ferramentas
Wiki, Blogger, Webquest, bem como da rede social e analisa a possibilidade de um Ambiente Virtual de Aprendizagem de uma dada escola técnica profissionalizante ofertante de ensino EaD utilizar-se destas ferramentas e serviço.
 
1. Introdução


O desenvolvimento deste trabalho intitulado Desafios enfrentados por formadores e professores em relação aos Ambientes Virtuais existentes e emergentes: algumas reflexões! consiste na elaboração de um relatório que apresenta as ferramentas Web 2.0 denominadas Wiki, Blogue, Webquest , bem como a rede social, selecionados entre os recursos disponíveis ou emergentes possíveis de serem utilizados pelos docentes ou formadores. Das ferramentas e serviço ora selecionados estão descritas as suas principais características, funcionalidades e limitações para o processo de ensino e aprendizagem. É ainda objeto deste relatório a indicação de um cenário de aprendizagem em que possa ser utilizada cada ferramenta ou serviço apresentado, procurando situar o leitor sobre os fundamentos das escolhas feitas.
Ao final, os resultados serão disponibilizados em fóruns e nos blogs pessoais das autoras de forma a propiciar aos docentes, a outros públicos interessados nesta temática e aos estudantes do programa de Mestrado em Pedagogia do e-Learning experiências que estimulem a utilização das ferramentas diversas disponíveis na Web e que podem potencializar os efeitos didáticos e pedagógicos, ampliando as possibilidades de sucesso na práxis educativa e no sucesso dos estudantes, por estarem consonantes com as vivências digitais das novas gerações. Para Martins (2008) a integração de várias ferramentas da Web 2.0 na prática letiva pretende fazer com que os estudantes se envolvam no processo de ensino e aprendizagem, buscando rentabilizar os recursos da Web e partilhar o conhecimento.
Frente ao desenvolvimento das novas tecnologias da informação e comunicação, é preciso avançar no reconhecimento e no uso pelo ambiente escolar, e principalmente pelos docentes, dos recursos, ferramentas e serviços que já fazem parte das diversas dimensões cotidianas da vida do estudante e dos demais atores do processo de ensino aprendizagem. Esta atitude afasta o estudo (e o estudante) de um contexto maçante ou desestimulante, conduzindo continuamente a um percurso de curiosidades, descobertas e inovações semelhantes a outras esferas de sua vida pessoal ou profissional, estabelecendo vínculos com o cotidiano. A abordagem de Carvalho (2007) reforça este entendimento ao afirmar que é preciso dedicar especial ênfase ao uso da Internet e seus serviços como meio para aprender, individual e colaborativamente, tanto pela pesquisa livre ou estruturada, como também como forma de apresentar e partilhar o trabalho realizado com os colegas e com todos que acessem online. Por sua vez, o Relatório Horizon (2010) também destaca que um número cada vez maior de instituições de ensino superior passam a desenvolver campus virtuais e produtos educacionais online incorporando ambientes de diálogos como fóruns e chats, nas quais observa-se mais frequente a adoção de tecnologias sociais, como os wikis e os blogues.


2. Wiki, uma ferramenta Web


Consiste em software que possibilita a edição colaborativa de documentos diversos, publicando e partilhando seus conteúdos na Web. Caracteriza-se principalmente, pela facilidade com que disponibiliza as funcionalidades de criação e alteração de páginas, o que leva os seus usuários a aterem-se ao conteúdo que querem produzir. Considerando que a ferramenta não apresenta dificuldades para seu manuseio, possibilita mais produtividade colaborativa e rica partilha de conteúdo entre estudantes, pesquisadores e demais usuários. Caracteriza-se também pela não hierarquização de suas páginas e por apresentarem etapas simples de manuseios. Para usar um Wiki é preciso apenas editar a página, modificá-la e gravá-la.
Criado em 1995, os Wikis vem se expandindo e pelas suas características vem atraindo professores ao seu uso. Existem hoje inúmeras aplicações, disponíveis em diversas linguagens de programação e adaptáveis às várias plataformas. Segundo Moura (2006), hoje é possível encontrar disponibilizados na Internet, sem nenhum custo ao usuário, diversos espaços Wikis.
Um Wiki é um Website para trabalho coletivo de um grupo de pessoas que se põem a produzir conteúdos. Sua estrutura se assemelha a um Blogue, diferenciando-se deste por adicionalmente permitir que qualquer visitante possa modificar, agregar ou suprimir o conteúdo da página, corrigindo dados e informações, tecendo comentários, complementando ideias, bem como atualizando artigos. Em muitos Wikis não há revisões antes de se acatar as modificações, muitos estão abertos ao público ou aos integrantes que têm acesso ao servidor Wiki. Além de ser uma ferramenta bastante vigiada por todos, se torna segura, pois há um dispositivo de salvaguarda dos arquivos, que permite manter o histórico das modificações, possibilitando retorno à versão anterior. Observa-se, portanto, que os Wikis proporcionam uma rica participação coletiva. Para Moura (2006), os Wikis estão ligados a atitudes de democratização, partilha e liberdade de expressão.
Com a ferramenta Wiki o professor pode envolver o aluno no processo de produção; o estudante aprende com os colegas, consulta o material produzido pelo grupo, o que contribui para maior satisfação e empenho do discente por saber que ao compartilhar outros irão utilizar e comentar o material por ele produzido, em cujo percurso o aluno também assume o papel na Web de produtor de conteúdo.


3. Blogue ou Blog
Contração do termo inglês web log, "diário da rede",  criado por Jorn Barger em 1997, é um site cujo proprietário, através de postagens frequentes, desenvolve temas relacionados à temática escolhida. O termo ‘blog’ surgiu de uma brincadeira de Peter Merholz, desmembrou a palavra weblog para formar a frase we blog ("nós blogamos") na barra lateral de seu blog Peterme.com, em abril ou maio de 1999 (Wikipedia).
A concepção de uma espaço píblico na web para divulgação de fatos, eventos ou situações da vida pessoa, evoluiu para a partilha de informações e conteúdos de cunho eclético, com contributos valorozos para setores corporativos, acadêmicos e sociais. A possiblidade de comentar dada aos leitores atende ao princípio básico da web 2.0: a interatividade.
Características: Simplicidade e facilidade para criação, pode hospedar textos, hiperlinks, vídeos, áudios, imagens. Pode ser pessoal ou coletivo e possibilita a divulgação gratuita de informações.
A principal funcionalidade do blog em ambientes virtuais de aprendizagem é deixar acessíveis os textos pertinentes ao conteúdo estudado ou abordado, permitindo a inserção de análises e comentários.
As Limitações técnicas apresentadas pelo Blogger, o serviço da Google mais usado para a edição e gerenciamento de blogues, estão disponíveis, na íntegra, em https://support.google.com/blogger/answer/42348?hl=pt-BR, do qual fizemos uma pequena síntese, na tabela abaixo:


QUADRO 1 - Limitações Técnicas do Blog (Serviço Google Blogger)
Número de blogs
Cem blogs por conta.
Número de postagens
Não há limite para o número de postagens
Número de páginas
Não há limite para o número de páginas
Tamanho das postagens
Postagens individuais não têm um limite de tamanho específico, mas postagens muito grandes podem atingir o limite de tamanho da página
Tamanho das páginas
Páginas individuais estão limitadas a 1 MB de tamanho.
Número de imagens
Até 1 GB de armazenamento total, compartilhado com o Picasa Web. Atualizações para o Google+, as fotos serão armazenadas nas Fotos do Google+, que dispõe de 15 GB de espaço de armazenamento, compartilhado com o Gmail e o Google Drive.
Número de marcadores
Até dois mil marcadores exclusivos por blog e vinte por postagem.
Descrição do blog
Limitada a 500 caracteres, sem HTML. A adição de mais caracteres ou HTML pode provocar uma reversão para uma configuração anterior.
Informações do perfil "Sobre mim"
Máximo de 1.200 caracteres.
Fonte: Autoras (adaptado do blogger)


4. WebQuest
Ferramenta virtual criada em 1995 pelo professor estadunidense Bernie Dodge, auxilia de forma sistematizada a pesquisa na web.
Características: A construção do conhecimento se dá de forma orientada, através do cumprimento das tarefas contidas nas seções básicas que a compõe: introdução, tarefa, processo, fonte de informação, avaliação, conclusão, e créditos.
Funcionalidades: orientar os alunos na busca de informações por meio  da indicação de fontes seguras e atualizadas da web, promove a apendizagem colaborativa.
Limitações: Pode levar ao engessamento do processo de pesquisa, caso o educador não flexibilize as alternativas, deixando o aluno livre para explorar outros recursos para realização da pesquisa.


5. Redes Sociais
Segundo Moran (2000), “a aquisição de informação, dos dados dependerá cada vez menos do professor. As tecnologias podem trazer hoje dados, imagens, resumos, de forma rápida e atraente”.
Nas redes sociais acadêmicas, os alunos aprendem através da partilha de informações, conferindo  ao aluno o sentimento de pertencimento a uma turma.
Características: Através da criação de uma conta, o usuário acessa com o seu login e senha um ambiente onde estabelece relações sociais de partilha e colaboração.
Funcionalidades: Fortalecer o pertencimento a um grupo, promover e facilitar a partilha de documentos e informações, otimizar e valorizar a comunicação.
Limitações: Dificuldade no controle de descumprimento das regras de conduta, desenvolver a cultura de uso de rede para fins acadêmicos.


6 Aplicação das ferramentas da web 2.0 em um cenário real de aprendizagem


O cenário real de aprendizagem apresentado a seguir  teve sua escolha  fundamentada por contemplar as ferramentas elencadas no presente relatório.
Trata-se do Ambiente Virtual de Aprendizagem, software proprietário, desenvolvido para atender ao Design Educacional de uma instituição de educação a distância, cujo foco é a formação profissional das classes C, D e E em todo território brasileiro.
A referida plataforma contempla em sua arquitetura, além dos elementos comuns a todo AVA (material didático, fórum, chat, avaliações),  uma rede social interna que possibilita a produção e partilha coletiva de saberes e conteúdos.
A plataforma dispõe de links para os blogs dos respectivos eixos temáticos, alimentados pelos professores dos componentes curriculares correlatos, disponibilizando para os alunos conteúdos e reflexões relevantes, cujos comentários são incentivados pela equipe de tutoria.
Cada componente curricular ofertado possui uma wiki vinculada, cuja orientação do professor norteia a produção e participação de todos.
Como ferramenta de apoio na relaização de pesquisas na web, o AVA em tela dispõe de uma WebQuest, que delimita o objetivo da pesquisa e indica caminhos para a realização da mesma.
A utilização desses recursos disponíveis na web 2.0 otimiza os resultados na construção das habilidades e competências necessárias para as futuras práticas profissionais.


7. Metodologia usada no estudo


Para o desenvolvimento desta tarefa acadêmica, realizou-se uma pesquisa bibliográfica à respeito das ferramentas Web. Foi utilizado referencial teórico obtido em fontes digitais, sempre observando a procedência da fonte e a pertinência da abordagem no contexto atual. Optou-se pela inclusão de uma demonstração em Prezi das principais características, funcionalidades e limites presentes nos temas objetos de estudo (Wikis, Webquest, Blogue, rede social), constando com anexo a este trabalho.


8. Resultados
Ao final deste trabalho constata-se o alcance dos objetivos propostos, pela obtenção de um aprofundamento de conhecimentos pelas autoras acerca das ferramentas selecionadas como foco deste estudo, quais sejam as ferramentas denominadas Wiki, Blogger, Webquest e rede social, selecionados entre tantos outros recursos que estão disponíveis na Web 2.0 e que podem ser acessados e mais largamente utilizados pelos educadores em sua prática pedagógica. Ao cabo desta tarefa acadêmica, compreendeu-se também as principais características, funcionalidades e limitações dos itens retro citados no tocante ao seu uso no processo de ensino e aprendizagem. E, por fim, foi possível analisar, de acordo com as leituras e práticas profissionais das autoras, a possibilidade de um dado ambiente virtual de aprendizagem conter ou integrar estas ferramentas tornando o processo de ensino aprendizagem mais dinâmico, colaborativo e produtivo. Conforme apontado no Relatório Horizon (2010), as tendências atuais demonstram relevante a utilização das novas ferramentas colaborativas e de partilha para os processos de ensino e aprendizagem, o trabalho em equipe e a investigação colaborativa e criativa.


9. Considerações finais


Os resultados deste estudo acrescentam às autoras competências para o adequado uso de ferramentas Web no desenvolvimento tanto do ensino como de aprendizagens diversas, contribuindo para uma melhor performace pessoal e profissional no contexto das novas tecnologias. Igualmente, espera-se com o compartilhamento desta experiência acadêmica que possível seja adicionar a outros estudantes e profissionais da educação conhecimentos em seu percurso de formação continuada colocando-os em contato com ferramentas que muito ampliam a capacidade de aprender e de ensinar.


Referências


Carvalho, A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos recursos e ferramentas online aos LMS. Sísifo - Revista de Ciências da Educação, n.º3, pp. 25-39.
Martins, H. (2008), Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores, pp. 57-82.
Moura, A. (2008). Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores, pp.121.
Moran, J. M. 2000.Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Informática na Educação: Teoria & Prática. V. 3, n. 1.
Relatório Horizon: Edição Ibero Americana 2010. New Media Consortium e Universidade Aberta da Catalunia.