segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Reflexões sobre a Educação...



Para mim, pensar a educação não é tarefa fácil, tampouco simples.

Suas várias faces e veículos guardam em si especificidades que não consigo abarcar com minha visão ainda bastante limitada.

Sempre fui muito pragmática e com dificuldades em navegar no terreno das abstrações. Gosto de pensar, desde que uma ação concreta esteja em foco. Minha formação técnica forjou-me extremamente operacional e esse perfil me faz olhar com estranheza discussões que se repetem, mudando apenas as terminologias.

Meu lado realista-esperançoso, como se auto definia o mestre Ariano Suassuna, não concorda quando se diz que o “desenho educativo atual está obsoleto”. Afinal, se nos voltarmos um pouco para o passado não muito distante, constatamos os avanços dos processos de ensino e aprendizagem, respaldados por teorias extremamente lúcidas e coerentes com a evolução de nossa sociedade.

O papel do professor vem sendo repensado há muito tempo, e há quase 100 anos atrás, Vygotsky já defendia a ideia de que o professor deveria atuar como ‘mediador’ entre o aluno e o mundo, colocando a “interação” (Sim! A interação que tanto falamos na EaD), como o foco do processo de aprendizagem.

Concordo com uma colega do mestrado, quando reflexiona que os avanços existem, sim. Perfeita sua afirmação de que “Pior que ter pouco é ter muito sem qualidade” e de que a “essência não está nas ferramentas”, que me faz pensar em como privilegiamos o “meio”, em detrimento do “fim” que almejamos, como educadores. Penso que o educador/professor é um agente de transformação. Temos o grande desafio de compartilharmos nossos saberes sem eclipsar o saber do outro. Precisamos construir juntos, ideias e ações...

Hoje temos um sem número de recursos que podemos usar a nosso favor, mas infelizmente, também temos inúmeras dificuldades. Talvez a maior de todas sejam as limitações impostas pelas questões políticas, como tão bem citou um outro colega. O saber é perigoso! “Do ponto de vista critico, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto negar o caráter educativo do ato político”, já dizia o mestre Paulo Freire (1989). Fica difícil confrontar o poder institucionalizado, nem um pouco comprometido com a autonomia e o livre pensar de seus governados. Precisamos trabalhar no micro, no exercício anônimo de nosso ofício, a fim de contribuir de forma efetiva para a transformação da sociedade em que vivemos.

O mestrado em Pedagogia do e-Learning, da Uab-PT, vem me proporcionando acessar os referenciais teóricos que serão muito úteis para embasar meu ofício, pois a prática sem a teoria fica ‘capenga’.

Estou feliz em estar aprendendo isso, apesar de estar com muita dificuldade em conciliar a vida acadêmica com a rotina de trabalho.


Abraços a todos!

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